Paulo de Morais: a vacina contra a corrupção

O melhor de Paulo de Morais nas Presidenciais

Publicado por Portugal Confidencial em Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

 

Publicado a 19 de Janeiro de 2016 no semanário O Diabo

É algo inédito em Portugal. Não só o número de candidatos à presidência – dez – é um recorde; como dois destes assumiram ser verdadeiramente independentes do sistema partidário. E, talvez como nunca, estas duas vozes livres conseguiram romper a censura e chegar a centenas de milhares de portugueses através das redes sociais e breves debates na televisão. Qualquer português que, como eu, sente que nenhum governante actual representa o povo, tem finalmente a oportunidade de votar em alguém como Paulo de Morais ou Henrique Neto.

Neto pode ter sido comunista e um histórico socialista, mas desde cedo avisou que a estrutura interna do PS “é uma máfia que ganhou experiência na Maçonaria”. E na semana passada voltou a alertar que António Costa está cada vez mais parecido com o ex-primeiro-ministro suspeito de corrupção, declarando que o actual governo está a empurrar “os problemas da dívida para futuros governos e futuras gerações, que é o mesmo que fizeram os governos de José Sócrates.”

semanario1856Mas Paulo de Morais foi o único a referir, sempre que pôde, o facto da corrupção ser um dos maiores cancros do sistema político nacional. E não o faz para ganhar votos: já em 1999, Morais escrevia no Jornal de Notícias que as grandes obras públicas não estavam a servir os portugueses mas sim a “alimentar uma teia de interesses e corrupção muito bem instalada”. Em 2001, n’O Comércio do Porto, lamentava um estado corrompido: “os impostos em Portugal não são mais do que uma forma de extorquir dinheiro aos mais fracos, para que o estado o possa redistribuir em favor dos mais ricos, e sem que os necessitados daí tirem qualquer vantagem.” E a 24 de Julho de 2012, a sua afirmação de que “o parlamento é o centro da corrupção em Portugal” foi capa do semanário O Diabo (à direita), numa entrevista em que completou esta acusação com uma lista de deputados e factos bem específicos – assegurando que a corrupção causou a crise em que vivemos. As palavras deste candidato são sustentadas pela realidade: um estudo do Banco Mundial demonstrou que, se não fosse a corrupção, teríamos hoje um nível de desenvolvimento semelhante ao da Finlândia – um dos países mais prósperos da Europa.

Esta luta contra a corrupção ganhou popularidade mas também vários inimigos, principalmente à esquerda: nos jornais Público e Expresso, Francisco Louçã e Daniel Oliveira (ex-dirigentes do Bloco de Esquerda) mentiram repetidamente ao escreverem que Paulo de Morais nunca fez denúncias nem nomeou corruptos – mas qualquer pessoa com uma ligação à internet encontra facilmente horas de entrevistas e centenas de artigos onde Morais lista nomes e casos concretos que apresentou à justiça. Casos que, se ocorressem num país decente, encheriam as prisões com políticos. Uma das muitas situações denunciadas por Morais é a do Metro do Porto, que em 2002 comprou o terreno onde hoje se situa a estação de Salgueiros por 8,7 milhões de euros. No entanto, o terreno estava avaliado em 5,3 milhões. Ou seja, a empresa estatal “decidiu pagar quase 9 milhões por um terreno que sabia valer 5”, explicou Morais. “Fiz uma denúncia ao Ministério Público na qual apresentei documentos oficiais, avaliações e actas do conselho de administração do Metro”. Tal como em muitas outras denúncias, o MP nada fez e arquivou o caso. O motivo? “Não sabia onde estavam os 4 milhões a mais. Mas o povo português foi roubado em 4 milhões só nesse negócio.”

Acontece que, num país onde as leis são feitas por corruptos, a corrupção é legal. E a única vacina que temos neste momento contra esta podridão chama-se Paulo de Morais.

Comentários

  1. diz

    “nos jornais Público e Expresso, Francisco Louçã e Daniel Oliveira (ex-dirigentes do Bloco de Esquerda) mentiram repetidamente ao escreverem que Paulo de Morais nunca fez denúncias nem nomeou corruptos”

    O artigo de Louçã no Público, de tão nojento que era, até me fez querer quebrar a minha regra pessoal de não fazer sequer comentários nas páginas da “imprensa controlada” – mas, de tão estúpido que era (quase parecendo ter sido escrito para retardados) achei que as pessoas minimamente inteligentes iriam facilmente aperceber-se da (vil) falácia perante a qual estavam, caso tivessem a mesma infelicidade que eu, de ter por acaso descoberto tal artigo na Internet. E, por isso, acabei por desistir da ideia de estar sequer a refutar tal ataque, que não consigo classificar como nada mais subtil do que imensamente estúpido e nojento…

    Há uns meses, li também o Louçã a defender o acusado Sócrates, numa qualquer destas publicações do poder estabelecido, insinuando que o último estava a ser vítima de uma perseguição da (suposta) “direita”.

    E, ainda há quem pense que a malta do dito Bloco de Esquerda é “anti-sistema”…

    Com tanta gente que deve ser justamente atacada, decide esta gente atacar antes – com falácias e com mentiras – aquele que é o maior candidato “anti-sistema” que concorre às eleições…

    É por estas e por outras, é que não tenho eu dúvidas algumas da “ligação maçónica” a esta farsa de partido…

    (http://portugalconfidencial.com/2015/12/banif-mais-uma-negociata/#comment-1089)

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