Jornalista do Expresso: «Os partidos servem sociedades secretas e o sector financeiro»

Na manhã de 29 de Julho, os telespectadores da SIC Notícias tiveram durante alguns minutos acesso à verdade, dita pela jornalista do jornal Expresso e da revista Exame Elisabete Tavares. A propósito da actual (e permanente) crise política, a jornalista afirmou que “os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o país. Servem muitos interesses, desde sociedades secretas ao sector financeiro, e cada um tem os seus lobbies. Tem de existir uma mudança de mentalidade profunda na forma como o país é pensado, gerido e governado. Não é para se servirem interesses, lobbies, o sector financeiro ou interesses obscuros; nem para andar ao sabor dos partidos e das eleições. Os portugueses terão de agir: sejam jornalistas, professores, médicos ou polícias, já não basta só criticar.”

“Há que reformar e pensar no futuro, no tecido empresarial, pensar mesmo a sério onde é que queremos investir. Temos de mudar o sistema de educação que é uma aberração. Temos de mudar o sistema de saúde que apenas ‘trata’ a doença – não temos nenhuma medicina preventiva. São custos brutais, milhões dados às farmacêuticas.”

Como exemplo da manipulação praticada pelos partidos políticos, Elisabete Tavares falou sobre muitos dos comentários, supostamente deixados por leitores casuais, em sites de notícias como o do próprio Expresso: “alguns partidos têm comentadores pagos só para irem lá comentar se as nossas opiniões não lhes forem favoráveis. É este o país que queremos? É este tipo de ética que queremos? Estas coisas têm de ser ditas.”

Comentários

  1. Evelyn MCH diz

    Plenamente de acordo, pois basta reflectir que Portugal com o seu poder político (todos os partidos políticos) é o único Estado que quer a renegociação da dívida, enquanto outros Estados lutam pela auditoria porque querem a factura detalhada para anular as dívidas enquadradas na ilegitimidade e responsabilizar todo aquele que cometeu crime público contra o Estado.
    Quem defende a renegociação da dívida é porque teme a transparência, o rigor e a responsabilização de actos cometidos na ilegitimidade, bem como quer que o cidadão continue a pagar dívidas enquadradas na ilegitimidade e quer transferir esta divida que será sempre exponencial para futuras gerações.
    EXIJO A FACTURA DETALHADA através do instrumento legal, Princípio de Auditoria de Cidadão à Dívida que lancei em Portugal, e para isso Eu, Cidadã, defendo a suspensão, exijo uma auditoria financeira ao Estado na qual toda dívida e/ou despesa pública identificada na legitimidade assume-se o seu pagamento integral, todas aquelas identificadas no enquadramento da ilegitimidade exijo a sua anulação, bem como exijo a responsabilização para todo aquele que as contraiu.
    NÃO NECESSITA SER APROVADO POR NENHUM ÓRGÃO DO ESTADO.
    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N38162

  2. Angelo diz

    o problema do nosso pais é q somos pouco instruidos e c mt pouco acesso à informação que interessa … dai estarmos há 40 anos a ser governados pelos mesmos !

  3. manuel armando gomes diz

    É entristecedor o que é afirmado, porque concluiu-se que a sociedade está doente do ponto de vista dos valores, os políticos que fazem parte dos Partidos saem da sociedade, são gente com quem nos cruzamos e com quem convivemos
    É entristecedor porque chegamos à conclusão que a escola dita democrata , não consegue educar e formar cidadãos com valores

  4. Antonio Oliveira diz

    Eu estou todos os dias nas redes sociais a comentar e ninguém me paga nada, nem nunca entrei dentro da sede de qualquer partido

  5. José Valdemar Martins Pereira diz

    Sugiro que enquanto ainda há tempo agarrar ja esses politicos e associados corruptos para fazê-los responder pelos danos que causaram ao nosso pais, Porque eles sabendo de uma possivel revolução vão roubar ainda mais e depois fogem para outros paises pedindo asílio politicos.

Trackbacks

  1. […] Na manhã de 29 de Julho, os telespectadores da SIC Notícias tiveram durante alguns minutos acesso à verdade, dita pela jornalista do jornal Expresso e da revista Exame Elisabete Tavares. A propósito da actual (e permanente) crise política, a jornalista afirmou que “os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o país. Servem muitos interesses, desde sociedades secretas ao sector financeiro, e cada um tem os seus lobbies.”  […]

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