O “direito” de matar crianças

bebe

Publicado a 6 de Março de 2012 no semanário O Diabo

Um artigo publicado em Fevereiro de 2012 no Journal of Medical Ethics, uma publicação científica ligada ao British Medical Journal, defende que a prática do aborto deve ser estendida a bebés já nascidos, revelando uma vez mais a verdadeira mentalidade que existe por detrás do sistema político em que vivemos.

Alberto Giubilini, investigador do departamento de Bioética da Universidade de Melbourne, e Francesca Minerva, investigadora do departamento de Ética da Universidade de Oxford, acreditam que “nem os fetos nem os recém-nascidos possuem o mesmo estatuto moral de pessoas reais”.

O aborto já foi totalmente legalizado em muitos países onde, tal como em Portugal, é permitido abortar em qualquer caso, desde que a mãe assim o entenda. Os autores invocam esta realidade para argumentar que “deve ser permitido matar recém-nascidos, mesmo os que são totalmente saudáveis”.

“O facto de tanto o feto como uma criança poderem vir a ser pessoas é moralmente irrelevante”, dita o artigo, alegando que a adopção não é uma opção aceitável porque os pais podem ser economicamente e psicologicamente afectados pelo processo burocrático, e porque a mãe pode vir a sofrer de “angústia”. No entanto, os autores não explicam como poderá uma mãe não sentir “angústia” ao ver o seu bebé assassinado.

Estes investigadores dizem que lá por se ser um ser humano, isso não dá automaticamente “o direito à vida. Na realidade, há muitos humanos aos quais é retirado o direito à vida: embriões usados na investigação com células estaminais; fetos onde o aborto for legal; criminosos onde a pena de morte for legal”.

A verdade é que a legalização do infanticídio é o passo lógico seguinte à legalização total do aborto. Um “feto” com 10 semanas, ou 10 meses de vida, nunca deixou de ser uma criança – a única diferença é a idade. A partir do momento em que a “interrupção” de uma vida humana é legal, socialmente aceitável e encorajada pelo próprio estado, tudo é possível. Está aberta a porta a leis que permitam “anular” crianças, até mesmo por imposição do estado, sob o pretexto da “crise” – ou da sobrepopulação, como acontece actualmente na China.

Comentários

  1. diz

    «A partir do momento em que a “interrupção” de uma vida humana é legal, socialmente aceitável e encorajada pelo próprio estado, tudo é possível.»

    Foi exactamente o que eu pensei, quando o aborto foi legalizado em Portugal. E o que me fez ter, desde então, a atitude de que “já nada me surpreende, neste Mundo – e em termos de leis que venham a ser aprovadas, neste país, que já nem reconheço como meu” (no sentido de achar que tenho algo em comum com quem me rodeia)…

    Mais do que a legalização do infanticídio – e uma contribuição para o cumprimento da agenda de redução populacional que têm as elites – a legalização do aborto é também a legitimação da irresponsabilidade, uma desvalorização imensa da vida humana e mais um passo no sentido de reduzir o ser humano que é governado à condição de mero animal ou besta, que não tem de assumir responsabilidades pelo que faz – o qual é, ultimamente, também um dos objectivos das elites governantes.

  2. Multimedica Lusa diz

    O aborto deve ter limites e esses limites são para discutir e chegar a um acordo. Com um aborto ilegal pode causar muitas mulheres a abortar na clandestinidade causando muitas mortes.

    • diz

      E o primeiro comentário a defender o aborto tinha de ser feito por… uma clínica privada de aborto! Vocês já não disfarçam, nem vos interessa saber se o bebé já tem idade para andar sozinho, num negócio de milhões é sempre a aviar…

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